Vender um imóvel no Chile sendo brasileiro
Se você já comprou no Chile e agora quer vender do Brasil, dá para fazer tudo à distância, com uma procuração e alguém de confiança no terreno.
Vender no Chile sem estar lá é totalmente viável: a venda se concretiza com escritura ante tabelião chileno e inscrição no Conservador, e seu procurador assina por você.
Os pontos a cuidar são os mesmos de qualquer venda, mais a parte tributária de não residente e a transferência do dinheiro ao Brasil.
O passo a passo
Reúna os documentos (domínio vigente, hipotecas e gravames, contribuições), tase a preço de mercado, outorgue a procuração e deixe seu procurador assinar a escritura; o pagamento se libera contra a inscrição.
Tudo isso se coordena à distância; o essencial é ter quem opere por você no Chile.
Impostos ao vender
Pode incidir imposto sobre o maior valor (o ganho). A isenção de 8.000 UF normalmente não se aplica a quem não reside no Chile.
Confirme com um contador, considerando também sua tributação no Brasil e o convênio entre os países.
Receber o dinheiro
O preço se recebe primeiro no Chile e depois se transfere ao Brasil. A escritura é o respaldo da origem dos recursos.
Planeje câmbio e custos da transferência antes de fechar.
Perguntas frequentes
Posso vender sem ir ao Chile?
Sim, com uma procuração apostilada ou consular. Seu procurador assina a escritura por você.
A isenção de 8.000 UF me cobre?
Em geral não, se você não reside no Chile. Confirme com um contador o seu caso e o convênio Chile-Brasil.
Como recebo o valor no Brasil?
Recebe-se primeiro no Chile e depois transfere; guarde a escritura como respaldo da origem dos recursos.
Isto é orientação geral, não assessoria jurídica nem tributária. Cada caso convém confirmar com um advogado ou contador.
Fale com um assessor que fala português
Cuidamos da sua venda no Chile do título à escritura, liberando o pagamento só contra a inscrição, em português.
Cruzamos oito registros públicos chilenos em cada imóvel: um problema oculto no título aparece antes de você pagar.